terça-feira, 20 de agosto de 2013

A Juventude - Psicologia Do Desenvolvimento

     A juventude, ou adolescência, é marcada por intensas transformações corporais e psíquicas. Nessa fase, o jovem tem de enfrentar inúmeros desafios. Os relacionamentos crescem em importância, e pela primeira vez se consentem laços íntimos. Os teenagers pensam em seu futuro, sobretudo na escolha profissional. A formação de uma pessoa responsável, com opinião própria, única, tanto para si como para os outros, é muito importante para o desenvolvimento da identidade. Nesse processo podem surgir sentimentos de insegurança e de mal estar.


     A busca pela própria identidade pode realizar-se de modos diversos, conforme a cultura. Nos povos naturais, por exemplo, o jovem toma ciência dos papéis que deverá desempenhar futuramente no clã por meio de ritos de iniciação.
     Ele (jovem) é iniciado nos usos e em costumes secretos. As questões acerca de casamento e sobrevivência são decididas pelo membro mais idoso do clã. Já para o jovem europeu não existe nenhuma regra clara sobre quando se devem assumir determinadas tarefas, como o início da vida profissional.


     A procura da identidade não termina com a idade adulta. Cada acontecimento crítico, como a morte de uma pessoa querida ou o desemprego, pode reavivar a questão da identidade própria. Nesta fase, as relações sociais também são reformuladas. Com destaque para o desligamento da família. O jovem distancia-se dos valores e do modo de vida de seus pais. Ele deseja ter uma vida independente e autônoma. Com isso, os laços familiares são modificados.


     Os principais pontos de conflito nessa fase são a roupa, o comportamento e a influência do peer group, ou seja, o grupo dos jovens de mesma faixa etária e posição social. Quando os pais se mostram interessados, os jovens os escutam e demonstram empatia, surgindo assim um bom relacionamento. Além dos pais, o peer group cresce em importância. No seio do grupo, novos valores e comportamentos são experimentados e assumidos, laços de amizade são atados e outros jovens são escolhidos como referência. Se o grupo, contudo, exercer uma pressão excessiva, o desenvolvimento de uma identidade própria pode ser prejudicado. Característica dessa fase é o desenvolvimento de uma cultura jovem, que se expressa na vestimenta, na música e na linguagem.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

A Idade Escolar - Psicologia Do Desenvolvimento

     Nessa fase, desenvolvem-se pela primeira vez laços de amizade entre crianças de mesma idade. A razão disso é uma alterada percepção das pessoas. Quando se pede a crianças abaixo de sete anos de idade que descrevam pessoas conhecidas, obtém-se com frequência respostas como "somos da mesma classe" ou coisas semelhantes. Crianças mais velhas descrevem os outros por características pessoas relevantes, como "é gentil" ou "lê bem", etc.


     Na idade do ensino básico, desenvolvem-se entre as crianças uma confiança recíproca. Pensamentos pessoais são confidenciados a outra criança, em geral do mesmo gênero. O contato com o outro gênero é evitado. Somente nos primeiros anos da juventude será superada essa separação entre os gêneros.

Idade Pré-Escolar - Psicologia Do Desenvolvimento

     Nessa fase, além do desenvolvimento cognitivo, processa-se também o desenvolvimento social. Característico dessa fase da vida é a identificação com o gênero. Entre dois e três anos, as crianças tomam consciência de que são meninos ou meninas. Constitui-se assim a identidade sexual. Com três ou quatro anos, elas aprendem com que brinquedos os meninos e as meninas respectivamente brincam, e quais comportamentos lhes são adequados.


     Quando interrogadas, as crianças na idade do ensino infantil se mostram satisfeitas com o próprio gênero, uma vez que elas praticam com prazer as atividades relacionadas com o seu sexo (será que isso ocorre em todos os casos? Creio que não). Ou seja, os garotos gostam de jogar futebol, e as garotas, de brincar de boneca. Ainda na época da pré-escola, consolida-se a consciência de que o gênero é invariável.


     Há diversas teorias acerca do surgimento da identidade sexual. A Psicologia da Aprendizagem, por exemplo, parte do princípio de que as crianças se desenvolvem dentro dos respectivos papéis. Os pais influenciam o comportamento específico de gênero de seus filhos e filhas antes de estes terem desenvolvido a identidade sexual. Observou-se, com efeito, que crianças de dois anos são elogiadas pelos pais quando as meninas exercem atividades tipicamente femininas e os meninos, masculinas. Em geral, são os pais que dão mais importância a se os filhos fazem jus às expectativas relativas à identidade sexual. Eles tem mais dificuldade, por exemplo, em aceitar que seus garotos brinquem de boneca.


     As crianças observam as pessoas pertencentes ao mesmo gênero. As meninas prestam atenção em como suas mães, as amigas destas ou mesmo mulheres da televisão se comportam e as imitam. Nessa época, os contatos com crianças da mesma idade são importantes para o desenvolvimento de conceitos como lealdade e justiça social. O desempenho de papéis ajuda as crianças em seu desenvolvimento social. Nesse processo, elas podem dar expressão aos próprios desejos e necessidades. Quando surge um conflito no desempenho de certo papel, há sempre a possibilidade de exercitar o domínio de tal situação.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

CuriosiDaDe!

                                                           Saiba  +

   Em geral, quando há risco de aborto durante os primeiros meses de gravidez, aplica-se na mãe um hormônio que depois se transforma em Testosterona, o hormônio masculino. Com frequência, após esse tratamento, os fetos femininos vem ao mundo com órgãos sexuais externos semelhantes aos masculinos.
     Essas meninas são criadas pelos pais como meninos, até que o erro seja notado. Elas são submetidas então a um procedimento cirúrgico. Quando a cirurgia corretiva é realizada antes dos 18 meses, as meninas não tem problema em assumir a identidade sexual feminina. Mas quando a operação é feita somente aos três anos de idade, as meninas tem dificuldades em assumir o novo papel sexual. Elas se comportam como meninos, preferindo brinquedos tipicamente masculinos e tendo mais meninos do que meninas como parceiros de brincadeira.



   

Primeira Infância - Psicologia Do Desenvolvimento

     Do nascimento até a idade de dois anos, a criança desenvolve-se muito rapidamente. Não somente aumentam tamanho e peso, como também se desenvolvem a fala e as funções motoras e cognitivas. Igualmente importante é o desenvolvimento do vínculo sócio-emocional. Já no fim do primeiro ano de vida, as crianças do mundo todo desenvolvem um vínculo sócio-afetivo com alguma pessoa próxima. Na fase pré-vínculo, não é ainda importante para o recém-nascido por quem ele é alimentado e consolado. No terceiro mês de vida se dá então a transição para a fase preparatória do vínculo.



     Agora começa a dar preferência a uma pessoa próxima, por exemplo, a mãe. O bebê sorri frequentemente para a mãe, podendo ser mais rapidamente acalmado por ela do que por outras pessoas. Depois do sexto ou sétimo mês, tem início as fases dos vínculos mais definidos, na qual se desenvolvem relações com pessoas determinadas. Além do relacionamento com a mãe, desenvolvem-se vínculos com o pai, os avós, irmãos e com outras pessoas. O vínculo da criança com uma pessoa pode variar qualitativamente.
     Mary Ainsworth (1913-99) investigou como os bebês reagem à sua mãe num ambiente estranho, quando esta sai do quarto por alguns instantes e então retorna. Ela descobriu dois tipos de vínculo, o seguro e o inseguro.
     Crianças com vínculo seguro mostram, após adentrarem o quarto com suas mães, um vivo interesse pelos brinquedos disponíveis. Durante a brincadeira, elas sempre procuravam a mãe com os olhos. A chegada de outra pessoa não provocou nas crianças nenhuma reação. Assim que, porém, notaram que a mãe deixou o quarto e que elas ficaram sozinhas com a pessoa estranha, as crianças param de brincar, começando algumas delas a chorar. Mas assim que a mãe retornou ao quarto, as crianças se alegraram e se aproximaram dela.
     Por sua vez, as garotas e os garotos com um vínculo inseguro em parte nem se ocuparam com os brinquedos quando a mãe estava presente. Outras já nem perceberam a mãe e não ficaram parcialmente inquietas quando esta deixou o quarto. Muitas crianças nem tomaram conhecimento do seu retorno. Ainda outras se agarraram às suas mães, enquanto houve aquelas que gritavam de raiva ou repeliam a mãe quando esta queria confortá-las.


Mary Ainsworth (1913-99)

     A qualidade do relacionamento depende, dentre outros fatores, do comportamento da pessoa-objeto, em especial de como esta reage aos sinais da criança. Se a mãe for sensível às necessidades da criança e lidar com esta de modo amoroso, muito provavelmente surgirá entre ambas um vínculo seguro. Mães insensíveis ignoram o contato visual ou as manifestações vocais da criança. 
     Outro fator importante para a qualidade do vínculo é o temperamento. Relativamente há crianças dóceis a hora de dormir, por exemplo, é de fácil previsão, não havendo com elas também nenhum problema durante as refeições. Já as crianças difíceis não possuem horário de dormir fixo, estão quase sempre de mau humor e se adaptam a novas situações com dificuldades.
     A qualidade do relacionamento sócio-emocional determina o desenvolvimento futuro, de modo que crianças com um vínculo seguro demonstram ter, nos anos posteriores, maior competência social, melhores relacionamentos e mais amizades do que as crianças com um tipo de relacionamento inseguro.
 

sábado, 10 de agosto de 2013

Psicologia Do Desenvolvimento

     Em primeira linha, a Psicologia do Desenvolvimento trata das seguintes questões: "Quem se desenvolve?" e "Em que sentido se desenvolve uma pessoa?". Durante muito tempo, a Psicologia do Desenvolvimento referiu-se apenas a crianças e jovens. Partia-se do princípio de que o desenvolvimento decorria gradualmente em todas as pessoas com o fim de tornar-se um adulto capaz.
     Apenas mais recentemente é que o desenvolvimento foi referido a todas as idades ou fases da vida. Tomando como referência o desenvolvimento completo de uma vida humana, observa-se que em cada fase de desenvolvimento há crescimento e decadência.


Fases Do Desenvolvimento Humano
 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Psicologia Social

     O ser humano é um ente social, isto é, ele passa muito tempo na companhia de outros, seja na família, seja com amigos ou colegas de trabalho. Algumas pessoas procuram a proximidade; outras, manter a distância. Isto depende de como a pessoa julga os outros e a que grupos ela mesma se associa. Os modos pelos quais são formados os grupos ou pelos quais surgem as relações interpessoais, e que dinâmica resulta daí, são objetos da Psicologia Social.