segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Psicologia Profunda E Seus "Pseudos..."

     O termo "Psicologia Profunda" é empregado hoje em dia como coletivo. Abrange todos os procedimentos terapêuticos que analisam o Inconsciente. Em primeiro plano está a relação dinâmico-pulsional entre os sentimentos e a vontade. O termo também é usado para traçar uma linha divisória entre a Psicanálise de Sigmund Freud e as formas de terapia a que ela deu origem, desenvolvidas por Alfred Adler, Carl Gustav Jung e outros... O ponto de partida da Psicologia Profunda é o fato de as pessoas terem sentimentos, lembranças e pensamentos que não chegam à Consciência, mas ficam ocultos no Inconsciente. Contudo, eles intervêm no comportamento e nas vivências Conscientes, o que pode expressar-se, por exemplo, em Atos Falhos ou também em Distúrbios da Personalidade. 




         Distúrbios Psíquicos e doenças são considerados efeitos de um desenvolvimento deficiente na infância, no qual aspectos físicos herdados ou congênitos também podem desempenhar certo papel. Quando o estresse psíquico é intenso, podem surgir doenças psíquicas que requerem tratamento psicológico. Na terapia, a história pessoal do paciente é desvelada, com o objetivo de este adquirir uma melhor compreensão de si mesmo. Para operar uma alteração da personalidade, são elaboradas as causas Inconscientes de sintomas físicos ou anímicos. Por meio da conscientização das conexões vitais até então Inconscientes, procura-se provocar no paciente a compreensão e a consequente mudança de comportamento. No centro da terapia se encontram, portanto, o desvelamento e a elaboração de conflitos Inconscientes a fim de solucionar de problemas psíquicos.
         Vejamos a seguir as diversas formas de Psicologia Profunda, focando em uma em particular, A Psicanálise!



Métodos Diagnósticos

                                                                 + Testes Psicológicos

     Por meio de Testes Psicológicos, podem-se apreender qualidades como inteligência, capacidade de realização e características de personalidade. Assim, quando se tem de avaliar o comportamento de realização ou de trabalho de alguém, realiza-se para isso um teste de capacidade. O examinando é estimulado, por meio de instruções prévias, a obter o melhor resultado possível. Não deve, portanto, mostrar um comportamento típico, mas sim um comportamento máximo. Entre os testes de capacidade, contam-se os testes de desenvolvimento, concentração, de apropriação, os testes escolares e também os de inteligência. Nos testes de concentração, os participantes tem de concentrar-se durante um longo tempo em uma tarefa. Da concentração também faz parte a atenção. Por isso, os testes de concentração também são concebidas de modo que possam ser resolvidas facilmente por todos os examinandos. Elas tem de ser conhecidas, e a solução, dominada. Num período de tempo predeterminado, devem-se realizar o maior número possível de tarefas. A partir do resultado, então, podem-se tirar retroativamente conclusões sobre o desenvolvimento da concentração.

   



     Hoje em dia, a inteligência é vista como um conceito-guarda-chuva ou termo geral que designa diferentes capacidades. Há muitos testes de inteligência, que tem por base diferentes concepções teóricas. Todo teste de inteligência fundado cientificamente distingue-se por conter perguntas padronizadas ou instruções práticas. As respostas são avaliadas segundo diretrizes predeterminadas. O resultado do teste, por fim, comparado com os valores médios correspondentes ao gênero e à idade do examinando. Desse modo se pode encontrar o assim chamado quociente de inteligência.
    Além disso, os testes de inteligência tradicionais não avaliam a criatividade. Por isso se desenvolveram cada vez mais testes, que também levam em consideração a criatividade. Nestes testes, devem-se desenvolver o maior número possível de soluções.
    Estes testes são realizados em geral por meio de computador.  






domingo, 16 de fevereiro de 2014

Métodos Diagnósticos

                                                                    +  Entrevista

     A entrevista é um método por meio do qual o psicólogo, na forma de uma conversação, obtém informações para o seu diagnóstico. Em sua exploração, a análise de um problema atual está em primeiro plano. Os diálogos podem ser travados com o próprio cliente ou com outras pessoas, como parentes, por exemplo. 
     Este processo é denominado anamnese, que pode ser própria (auto-anamnese) ou alheia (hetero-anamnese). Na anamnese é apreendida a história do desenvolvimento de uma pessoa. São coletadas informações sobre as vivências, o comportamento e sobre o estado de saúde. As conversações podem ser estruturadas de modo mais ou menos rigoroso. Nas conversas livres, o conteúdo principal não é pré-fixado. Nos diálogos semi-estruturados, os horizontes de interrogação são pré-definidos. Já quando perguntas concretas são predeterminadas, fala-se então de entrevista (totalmente) estruturada.
     No decorrer da conversação, observam-se também a mímica, o gestual, a postura corporal e a linguagem, isto é, dados observados também são levados em conta no diagnóstico por meio de entrevista. O objetivo de uma entrevista pode ser a descrição da personalidade de um indivíduo, portanto, a apreensão de suas qualidades, motivos e comportamento. No processo de recrutamento de pessoal, a entrevista pode servir para eliminar os candidatos inadequados.  




sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Métodos Diagnósticos

                                                             + Observação

     Por meio da observação se apreende os comportamentos segundo sua frequência, intensidade e duração. Há também várias espécies de observação:


  • Na auto observação, em primeiro plano não está apenas o comportamento externo, mas também a vivência interna. Com efeito, por meio de um questionário, por exemplo, pode-se apreender o estado de ânimo momentâneo;



  • Na observação alheia, distingue-se a observação participante da não-participante. Na observação participante, o observador está envolvido no acontecimento, enquanto, na observação não-participante ele é um espectador passivo;



  • Uma observação casual se dá, em geral, de modo inesperado. 



Métodos Diagnósticos

     Em todos os campos da Psicologia, não apenas no da Psicologia Clínica ou do Desenvolvimento, são realizados procedimentos diagnósticos. Não se trata apenas de propor um diagnóstico ou de avaliar a capacidade de realização. Igualmente importantes são a análise de processos de grupos, a verificação da aptidão de relacionar-se ou a credibilidade, o diagnóstico de atitudes e opiniões e muito mais. Há diversos métodos de coletar dados para a diagnose.



Métodos Psicológicos E Intervenções

     Uma parte essencial do trabalho psicológico é constituída pela diagnose. Em toda etapa do trabalho podem ser aplicados testes. Não são realizados apenas testes, mas também observações e diálogos. Diagnóstico e terapia estão intimamente ligados um com o outro. Depois dos testes e das consultas são estabelecidos os fins terapêuticos e escolhidos os procedimentos terapêuticos adequados.



quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Psicologia Da Religião

                                                            Religião E Personalidade


     Há algumas teorias da personalidade que levam em conta o aspecto religioso no desenvolvimento. Gordon W. Allport (1897-1967) ocupou-se com a questão da importância da religião para a personalidade. Ele distingue a personalidade imatura da madura. 

  • Uma Personalidade Madura amplia seus interesses correntemente  para além das necessidades físicas. A pessoa tem compreensão para consigo mesma e organiza a vida de uma maneira homogênea. 

     Allport introduz também o conceito do sentimento religioso. O sentimento designa o total direcionamento dos pensamentos e emoções para um assim chamado valor-objeto, como a mãe ou a pátria. Esse sentimento pode ter um conteúdo positivo ou negativo. No caso de um sentimento religioso maduro, dá-se a disposição de reagir positivamente a objetos ou princípios , aos quais se atribui um alto valor para a própria existência. Fé e religião são consideradas aqui criticamente. Uma religiosidade madura contém sua motivação em si mesma, não sendo, portanto, motivada de fora. Além disso, o nível ético é elevado, e surge uma divisão da vida, com experiências positivas e negativas, válidas universalmente. Um modelo de vida integrativo e harmônico é seguido.

     O sentimento religioso imaturo leva a uma posição acrítica diante da religião. Defeitos e fraquezas são reprimidos. Disso podem surgir conflitos, medos e preconceitos. As pessoas não se orientam pelo próprio desejo e necessidades, mas pelas influências vindas de fora.

Gordon W. Allport (1897-1967)

     A religiosidade, segundo Allport, desenvolve-se lentamente. Primeiro, a criança desenvolve um comportamento internalizado sem entendê-lo. Com o passar dos anos, conexões são compreendidas e postas em relação consigo mesmo. Na fase seguinte de sua vida, a pessoa quer ter as próprias experiências com a fé e a religião. E começa a refletir sobre isso. Uma fé madura só pode surgir da interação entre a fé e a dúvida.
     Mais tarde, os conceitos de religiosidade madura e imatura não foram mais empregados por Allport. Em vez disso, ele introduziu os conceitos de Religiosidade Intrínseca, ou seja, interior, e Religiosidade Extrínseca, ou seja, exterior. Ele constatou que frequentadores de igreja apresentam preconceitos mais fortes, por exemplo, contra pessoas de pele escura, do que pessoas que não vão à igreja. Allport descobriu que pessoas com religiosidade intrínseca manifestam menos preconceitos. Mais preconceitos tem as pessoas que se posicionam muito positiva e acriticamente diante da religião. Segundo ele, as pessoas com religiosidade intrínseca internalizaram a sua fé e vivem plenamente segundo ela. No outro grupo há uma falta de proteção em virtude da desordem dos sentimentos e pensamentos. Disso resulta a angústia, a qual o adepto da igreja procura combater por meio da religião. A religião, por tanto, é usada para a obtenção de consolo e segurança, mas não é vivida.

     Carl Gustav Jung (1875-1961) atribui à religião um papel importante na vida das pessoas. Assim como Freud (1856-1939), Jung parte do inconsciente. Na expressão simbólica do inconsciente, ele encontra coincidências entre diferentes religiões, culturas e indivíduos. A partir disso, desenvolve a teoria do Inconsciente Coletivo, que apresenta as mesmas estruturas para todas as pessoas, os assim chamados Arquétipos. No Inconsciente Coletivo são coligidas as experiências humanas fundamentais, como acontecimentos naturais, experiências de vida, seres transcendentes, como o demônio, e a unidade da própria pessoa, o Self (em alemão, Selbst). Essas experiências fixaram-se como imagens originárias, denominadas por Jung de Arquétipos. Estes são transmitidos de geração em geração e ocorrem, por isso, em todas as culturas. As imagens arquetípicas, em geral, não são compreensíveis, precisando ser decifradas. A religião está presente sobretudo na idade adulta. O arquétipo "Deus" aparece com cada vez mais clareza. O organismo tem o objetivo de integrar esse arquétipo. Esse fim é denominado também de Self. Para que o Self se desenvolva plenamente é necessário o entendimento com diferentes arquétipos.

Carl Gustav Jung (1875-1961)