domingo, 28 de julho de 2013

Psicologia Animal - Século 18

     No século 18 difundiram-se cada vez mais as teorias sobre a origem e descendência do homem. Sobretudo, a teoria da Seleção Natural das Espécies de Charles Darwin (1809-82) foi alvo de grande atenção.
     Em sua teoria da Seleção natural das Espécies, Darwin partia do princípio de que todas as formas de vida se desenvolveram por meio de adaptação ao meio ambiente e de que ao homem atual foram transmitidas certas propriedades hereditárias de seus antepassados. Ele chega assim à hipótese segundo a qual devem existir significativas semelhanças entre humanos e animais. Ademais, Darwin supõe que também na expressão de sentimentos tem de haver pontos em comum entre homens de diversas culturas e gerações bem como entre estes e os animais.
     Além de Darwin, houve muitos outros cientistas que pesquisaram essa temática, de modo que, no fim do século 19, a Psicologia dos Animais tinha atingido o desenvolvimento de uma moderna ciência natural. No primeiro plano das investigações encontravam-se o instinto, o hábito, a hereditariedade e o aprendizado.


Charles Darwin (1809-82)


História Da Psicologia - Romantismo

     Em fins do século 18 se deu uma decisiva reviravolta. O foco na razão deu lugar ao retorno à natureza. O conceito de alma foi ampliado a toda a natureza, de modo que se passou a ter interesse não só pelo homem, mas também pelos seres vivos mais simples. No centro das atenções se encontravam, sobretudo, as peculiaridades de indivíduos e de comunidades de vida.
     Desenvolveram-se a Psicologia Animal, Psicologia Social, Psicologia do Desenvolvimento, a Psicologia dos Povos, bem como a Psicologia Diferencial e a Psicologia da Personalidade.


Imagem Ilustrando O Romantismo, No Século 18




Empirismo

     Em oposição ao racionalismo, que acentua a razão do homem, o ponto principal para o Empirismo reside na experiência (empiria) e na percepção sensível. O homem é capaz de ordenar, elaborar e até de generalizar a sua experiência.
     O filósofo britânico John Locke (1632-1704) partia do principio de que a mente humana, por ocasião do nascimento, equivale a uma lousa em branco (tabula rasa).

John Locke (1632-1704)

     Por meio das experiências, o homem adquire conhecimentos necessários para a configuração de sua vida. Locke distingue duas espécies de atividade mental: a experiência sensorial ou sensação, voltada para o mundo externo, e a reflexão, ou seja, a auto-observação do perceber, do pensar e de outras atividades mentais. Apenas por meio da interação entre sensação e reflexão é que, segundo o seu parecer, a mente pode ser preenchida.
     Em 1748 é publicado o livro O Homem-Máquina, de Julien Offray de la Metterie (1709-51). O homem é descrito nessa obra como mecanismo auto controlável, dependente de energia externa. O espírito é reduzido ao cérebro que, por sua vez, é considerado uma máquina fabricadora de símbolos.


Julien Offray de la Metterie (1709-51)


História Da Psicologia - Racionalismo

     No Racionalismo se partia de uma ordem global do mundo, determinada pela razão. Um importante representante do Racionalismo é Christian Wolff (1679-1754), que exerceu grande influência sobre a filosofia na Alemanha. Escreveu, em 1720, o primeiro manual que relacionava os mais importantes conceitos psicológicos com as designações alemãs.
     Com isso, a Psicologia experimentou um enorme impulso no interior da comunidade de língua germânica. Para Wolff, a alma forma uma unidade espiritual dotada de consciência. Defendia também a concepção de que corpo [Leib] e alma são separados um do outro. Fazia uma distinção entre história da alma e ciência da alma.
     Sob o conceito de história da alma, ou de Psicologia Empírica, ele subsumia um conjunto de fenômenos psíquicos, tais como: impressões sensoriais, percepção, representação, memória, linguagem, sentimento e vontade. Com o conceito de ciência da alma, ou Psicologia Racional, Wolff relacionava tudo o que deve penetrar a essência da alma e do espírito.


Christian Wolf (1679-1754)

René Descartes

     René Descartes (1596-1650) assumiu uma posição de destaque como precursor do Iluminismo. Ele se ocupou com o comportamento e os sentimentos do homem. Partia do princípio de que corpo e mente não formavam uma unidade, funcionando separadamente um do outro. Mas ele pressupunha interações entre ambos. Com efeito, Descartes observou vivências emocionais que produziam modificações no corpo, e estados somáticos que influenciavam os sentimentos.
     Também se ocupou com a credibilidade das impressões sensoriais. Descartes chegou à conclusão de que apenas o pensar se daria a certeza que as experiências são reais e não um sonho. É dele a famosa frase: "Cogito ergo sum" (latim., penso, logo existo). René Descartes é considerado, em geral, o pai da filosofia moderna e, em particular, o fundador do Racionalismo.


René Descartes (1596-1650)

sábado, 27 de julho de 2013

História Da Psicologia - O Iluminismo

     A época do Iluminismo reforça o conflito entre religião e ciência. A fé, que tudo põe nas mãos de Deus, foi substituída pela tese segundo a qual o homem dispõe de uma vontade livre. Partia-se da pressuposição de que o homem era dotado de razão suficiente para penetrar a essência do mundo e do humano.
     Em primeiro plano, encontravam-se aqui, em especial, duas correntes de pensamento. Por um lado, o racionalismo, determinado por reflexões conduzidas pela razão, e, por outro, o empirismo, baseado em observações meticulosas e planejadas. Por meio da desvalorização da teologia e religião pela ciência, a Psicologia experimentou por sua vez uma revalorização. A concentração na razão humana conduziu a uma mais intensa consideração das funções espirituais do homem.


Figura Simbolizando O Iluminismo

O Termo Psicologia

                                                             Saiba +

     O termo "Psicologia" é derivado da língua grega. É composto pelas palavras "psyche", alma, e "logos", estudo ou teoria. Desde que Melanchthon o empregou, esse termo foi usado apenas separadamente por outras disciplinas. O domínio teórico "Psicologia" era denominado nessa época também de pneumática, doutrina do espírito ou animástica.
     Do latim, o termo "Psicologia" passou primeiramente para a língua alemã e, mais tarde, no século 18, para as línguas francesa e inglesa. Somente no século 19 é que essa designação se estabelece plenamente.