quarta-feira, 31 de julho de 2013

Psicologia Profunda

     Com a Psicologia Profunda, desenvolveu-se uma corrente contrária ao Behaviorismo. No centro de suas preocupações estava agora a distinção entre domínios conscientes e inconscientes, encontrando-se ocultos no inconsciente sobretudo pensamentos, lembranças e sentimentos. Partia-se de que a vivência e o comportamento conscientes poderiam ser influenciados por conteúdos inconscientes, e que, portanto, o inconsciente poderia representar uma fonte de sofrimento psíquico. O seu representante mais famoso é Sigmund Freud (1856-1939), que foi o fundador da Psicanálise.


Sigmund Freud (1856-1939)

     Seu método de tratamento surge do assim chamado método catártico - por meio da hipnose, induz os pacientes a retornarem ao estado psíquico no qual os sintomas se manifestaram pela primeira vez. Assim emergem do inconsciente lembranças, pensamentos e impulsos, cujas vivência e narração renovadas conduzem à regressão dos sintomas da doença. Freud chega assim ao reconhecimento de que particularmente os distúrbios da sexualidade causam doenças. Sua controversa teoria foi muito discutida, dando origem a novas escolas de Psicologia Profunda.
     Alfred Adler (1870-1937) considerava como principal causa da formação de neuroses a vontade de poder e de afirmação, favorecidas por exemplo pela angústia social.


Alfred Adler (1870-1937)

     Carl Gustav Jung (1875-1961), fundador da Psicologia Analítica, ampliou o conceito de inconsciente para o inconsciente coletivo e cunhou os conceitos de extroversão e introversão.


Carl Gustav Jung (1875-1961)

     No desenvolvimento posterior da Psicanálise, sobretudo nos EUA, a ênfase foi deslocada para a análise do papel das causas psicossociais e relativas às teorias do ambiente no surgimento das doenças.



terça-feira, 30 de julho de 2013

Behaviorismo


     Em 1912-13, aparecem os primeiros escritos sobre temas Behavioristas, de William McDougall (1871-1938) e John B. Watson (1878-1958). A Psicologia era definida aqui como doutrina do comportamento, entendendo-se comportamento como a reação de um organismo a um estímulo. Partia-se do princípio de que comportamentos complexos eram compostos de unidades simples de estímulo-resposta.

William McDougall (1871-1938)

     A Psicologia Behaviorista propõe-se a finalidade de ser  capaz de, sendo dado um estímulo, prever a respectiva resposta, ou de, contrariamente, com base na resposta, estabelecer qual estímulo a desencadeou. No centro das atenções estavam o surgimento de comportamentos aprendidos, bem como os efeitos de sucesso, fracasso, prêmio e punição. 

John B. Watson (1878-1958)

     Watson defendia a tese segundo a qual o comportamento inato seria substituível por novos hábitos livremente escolhidos: "Deem a uma dúzia de crianças sadias e bem conformadas e meu próprio especificado mundo, a fim de que elas possam ser criadas nele, e eu garanto que educarei qualquer uma, escolhida ao bel-prazer, de modo que ela se torne um especialista qualquer, para o qual eu a pudesse escolher - médico, jurista, artista, comerciante, sim, até mesmo mendigo ou ladrão, independentemente de seus talentos, inclinações, objetivos, faculdades e origem de seus ancestrais." A personalidade e o desenvolvimento da vida emocional eram vistos por Watson como resultado do aprendizado.
     Ao longo do processo de desenvolvimento posterior do Behaviorismo surgirão, cada vez mais, novas concepções teóricas. Assim, as interações estímulo-resposta, que constituem o comportamento, foram ampliadas por outros fatores, tais como a motivação. Representantes das novas teorias são Clark Hull (1844-1952) e Edward Tolman (1886-1956).


Clark Hull (1844-1952)
Edward Tolman (1886-1956)



                                         



Psicologia No Século 20

     No fim do século 19, a Psicologia conquistou cada vez mais a posição de uma ciência autônoma. Constituíram-se ramos da Psicologia Aplicada, sobretudo no âmbito da indústria, da arte militar e da psiquiatria.
     No século 20, surgiram correntes teóricas pertencentes unicamente à Psicologia, como Psicologia Profunda e o Comportamentalismo ou Behaviorismo.



Imagem meramente ilustrativa.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Psicologia Experimental


     No âmbito da Psicologia Experimental são investigadas as conexões de fenômenos psíquicos e suas condições de surgimento. Wilhelm Wundt (1832-1920) criou o primeiro laboratório psicológico em 1879, em Leibzig.
   
Wilhelm Wundt (1832-1920)

     A área de concentração de suas pesquisas era o domínio do psicodiagnóstico e das sensações dos sentidos, da apercepção, ou seja, a atenção, a reação e as emoções. Foram empregados métodos fisiológicos particularmente na investigação das emoções. Assim, Paul Mentz, um colaborador de Wilhelm Wundt, investigou a influência de sons, ruídos, gostos e imagens nas batidas do coração e na respiração.


Wilhelm Wundt e seus colaboradores.

     Ao mesmo tempo, em Berlim, Hermann Ebbinghaus (1850-1909) realizou experimentos sobre a memória. Em experimentos consigo mesmo, ele aprendeu a de cor sílabas sem sentido. Com base nos seus resultados de aprendizado, construiu duas curvas: por um lado, uma curva de aprendizado, que representa o crescimento da retenção na dependência do exercício, e, por outro, uma curva do esquecimento, que registra o decrescimento da retenção em relação com a duração do tempo passado desde o aprendizado. 


Interior do laboratório de Wilhelm Wundt 

Interior do laboratório de Wilhelm Wundt



                                   








Psicometria

     Como a alma era vista agora como parte da natureza, partia-se do princípio de que os fenômenos anímicos também eram passíveis de mensuração e contagem. Esse procedimento foi designado como Psicometria.
     Um dos primeiros que se ocuparam com a Psicometria foi Gustav Theodor Fechner (1801-87). Ele investigou as representações na consciência de características físicas e o efeito estético de objetos percebidos.



Gustav Theodor Fechner (1801-87)



Psicologia Fisiológica - Século 19

     O espírito humano, que realiza o conhecimento da sabedoria e de regularidades, estava no centro das atenções. Constituíam temas centrais de investigação à essência da alma, ou seja, a consciência, bem como a vida da alma, que abrange todas as funções psíquicas, tais como cognições, motivação e sentimentos.
     Mais funções psíquicas foram, então, consideradas em sua conexão com processos corporais. Essas considerações foram motivadas pelos crescentes conhecimentos sobre autonomia e fisiologia do sistema nervoso e sobre a ligação dos órgãos sensoriais e dos músculos com o cérebro.
     Um trabalho excepcional foi realizado por Hermann von Helmholz (1821-94), no qual são expostas as bases anatômicas, fisiológicas e físicas da visão. 
     Lançando mão desses conhecimentos, a Psicologia Científico-Natural concentrará sua atenção na Psicologia dos Sentidos e da Percepção.


Hermann von Helmholz (1821-94)


domingo, 28 de julho de 2013

Psicologia Do Desenvolvimento

     O começo da Psicologia do Desenvolvimento foi marcado por detalhadas exposições de casos singulares por parte de diversos pedagogos, escritores e cientistas. Em geral, eles observavam os próprios filhos e protocolizavam o seu desenvolvimento. Nos assim chamados Diários Paternos, eram registrados o desenvolvimento motor e da fala. O desenvolvimento em si mesmo era considerado como amadurecimento de disposições naturais. Por meio dessas observações, os pesquisadores tentavam distinguir os comportamentos herdados dos adquiridos.
     Em 1914, na obra de William Stern (1871-1938), aparece pela primeira vez a descrição de métodos experimentais para a investigação de fenômenos da Psicologia do Desenvolvimento.

William Stern (1871-1938)

     Apenas mais tarde, a Psicologia do Desenvolvimento seria estendida da infância à adolescência e, finalmente, por meio de Charlotte Buehler (1893-1974), a todos os estágios ou idades da vida.


Charlotte Buehler (1893-1974)